fbpx

Boteco do JB

Menu Close

Month: January 2020 (page 2 of 2)

londres v

rochelle canteen é restaurante que mais parece saído de um conto de fadas que você encontrará na vida. e que pato, damas e cavalheiros. que pato! mais um pico que vale a viagem.

claro que nem tudo correu perfeitamente. conhecer o histórico the savoy era o sonho da vida, que logo se tornou um pesadelo, apesar da costumaz gentileza londrina. cocktails dulcíssimos e desequilibrados me fizeram entender porque se bebe cocktail tão mal aqui no brasil também. segue-se a moda da confeitaria. ainda fui no badalado kwant, do ex chefe de bar do hotel em questão e a decepção foi a mesma. inclusive ele nem estava lá, no bar recém-inaugurado. boas cervejas na brew dog salvaram essa noite.

pra não detonar toda coquetelaria da cidade falarei bem de um cocktail em especial, encontrado no xu teahouse, graciosa casa chinesa que serve um arroz de lardo delicioso. seu nome é cloud peak e nele vai missô, gim, limão, chá e jerez. é esse tipo de bebida que esperava encontrar com menos dificuldade na cidade. mas, tudo bem. vinhos e cervejas salvaram a viagem.

um último lugar me vem à já tão desgastada memória. e5 bakehouse, onde dizem que o cesinha do terrível corrutela estagiou.

pães, sanduíches, entre outras coisas. tudo num nível altíssimo feito por refugiados do mundo inteiro. produtos que partem do zero com moinho, etc. café incrível e por aí vai. tudo isso com ZERO PALESTRA. só te explicam algo se você perguntar, serviço adulto e bem resolvido. exatamente o oposto da maior parte dos lugares paulistanos ditos gastronômicos onde impera o xaveco tentando justificar a comida meia-boca e o vinho natural bosta.

e aqui se encerra um resumão da viagem a londres, dentro do que consigo lembrar. muita vontade de voltar, mas falta grana. uma hora dá certo.

a conclusão é a que temos longo caminho a percorrer por aqui, sendo que a meta deve ser a de alcançar a boa mesa cotidiana para maior parte da população. tá longe, bem longe. mas, tudo bem. ninguém nunca disse que seria fácil.

londres iv

mais um café greco-tijucano e partiu rolê metrô busão etc. os busões de dois andares me remetem a quando jânio da silva quadros espalhou por são paulo similares genéricos, imitando até a cor vermelha. nossos políticos sempre foram uns palhaços.

o serviço de vinho de todos lugares que fui é excepcional, mas há também os bares de vinhos. fui em 3 deles, todos muito bons, citarei apenas o melhor, já que o hip hop saído das caixas dos outros dois me irritou um tanto. a elegância impera no 40 maltby street. o esquema é beber o que professor pardal indicar e comer frango frito. você não tem ideia do que é aquele frango frito.

próxima parada, um restaurante da moda, brat. cozinha de fogo e o black pudding da vida. vale o hype e é ao lado do excepcional tailandês smoking goat. pro meu gosto pessoal, esse sim é 100% puta que pariu. deliciosa hidromel acompanha.

tempo para um drink e o lugar escolhido foi o happiness forgets, o pai do jerezana. bebi o tal do cocktail e ele é bom mesmo. infelizmente o restante dos pedidos estavam tão doces a ponto de não dar pra beber. o que é uma pena, porque o bar é agradabilíssimo.

o jantar teria que ficar pra mais tarde, já que era noite de fleetwood mac em wembley, com abertura dos pretenders.

além da óbvia excelência do som, impressionante a estrutura do bagulho. primeiro que dá pra ir e voltar de metrô de boa, todo mundo. e, uma vez no estádio, bebe-se e come-se melhor que na maior parte dos bares paulistanos.

cansado pra caralho após os shows, metrozão e um paquistanês muito firmeza que não vende álcool, mas permite que se leve o seu goró de boa. e fica aberto até um pouco mais tarde. tayyabs, o nome. e era tudo que eu precisava naquele fim de noite.

londres III

muito metrô, bastante ônibus, tudo funciona. táxi ainda mais, mas é preciso ter certa condição financeira pra desfrutar do serviço com abundância. eu peguei de vez em quando, até de porsche andei. chique. mas o que me encantou mesmo foi o antigo metrô e sua funcionalidade.

foi no terceiro dia que a barista que trampava com o grego onde bebi café todos dias se manifestou. tijucana, dona de um botequim no andaraí, se apaixonou e mudou pra londres. odeia o que mais gostei: o tempo. a infelicidade é subjetiva e sempre está ao alcance de todos. já se passou algum tempo e espero que bons ventos a tenham atingido.

muitas feiras de rua e mercados incríveis que poderia ter blogado na hora, tal como num diário. hoje a memória me trai. e cafeterias! impressionante a riqueza do cenário de bons cafés. em londres beber um bom café não tem nada de hipster, faz parte do cotidiano.

uma vez em notting hill, coma o esplêndido kibe cru de cordeiro do alwaha, um bom restaurante libanês do pedaço. e vá no hereford road, do ex chef do st. john.

se o st. john é pra rezar, o hereford é pra morar, que lugar sensacional. bom vinho por preço justo e sem palestra, como de costume por lá. abri o jantar com um fígado de pato indescritível de tão bom e fechei com aquele que considero como o prato que mais me marcou na vida, um excepcional rim de cordeiro. quando morrer, não preciso de um desses como último prato. a mera lembrança dele me fará salivar de maneira que não tem como a viagem não ser boa.

antes do jantar, tempo para um drink num bar bem apertadinho de estilo italiano chamado termini. frios cortados na hora e bom garibaldi abriram o apetite para o jantar.

a expectativa pra conhecer o lyle’s vinha de algum tempo, mas o fato do chef, também filho do st. john, ter ganho alguns prêmios fez o lugar dar uma bombada e quase desisti da visita. mas encarei a reserva e não cometi essa bobagem.

o lyle’s oferece com esmero o que sempre cobro dos restauradores brasileiros. alto nível de excelência em tudo, do couvert ao café, num ambiente sóbrio com serviço discreto e eficiente. aula de restauração, porrada na cara, puta que pariu.

poderia ter terminado a noite no auge? poderia ter terminado a noite no auge. mas aquele lugar mexeu comigo de maneira que não conseguiria dormir tão cedo.

então fui ao the sun tavern, pub com luz perfeita e playlist de altíssima qualidade. alguns bons chopps engatados e um horário de funcionamento mais boêmio. foi lá que terminei a maior parte das noites dessa temporada. meu conceito de diversão.

quanta saudade de londres.

londres II

a coisa deu tão certo que começou com o criador da clássica expressão nose to tail me recebendo na porta do seu principal restaurante. deus te crie, fergus!

após passar por uma confeitaria de muito bom gosto, um aviso na porta do salão principal pede com elegância e educação para que não use o seu aparelho telefônico móvel enquanto lá permanecer.

aliás, que salão, camaradas. que salão! paredes brancas, sem nenhum quadro, apenas ganchos para pendurar chapéus e casacos. guardanapos de papel sobre a mesa e não muito mais que isso. sem som ambiente, ouve-se apenas o que sai da minúscula cozinha.

do cardápio, que dá vontade de pedir absolutamente tudo, comecei com uma inusitada salada de folhas com tripa. tão improvável quanto deliciosa, com uma acidez absurda. ainda comi tutano perfeito, rins foda e um pombo que me faltam adjetivos para classifica-lo, de tão bom. vinho da casa e ótimo pão na mesa. tudo barato, lembrando que a inglaterra não tem responsabilidade por nossa moeda estar uma bosta.

o st. john é o que mais se aproxima de pico sagrado da gastronomia. louvem-no.

pra passar o baque do almoço, visita ao museu do churchill, dos rolês da vida, que começa no bunker de onde ele comandou a campanha na segunda terra e termina adentrando num museu moderno, contando uma par de história. riquíssimo. lugar pra passar tranquilamente mais de 3 horas e retornar mais de uma vez.

mais um metrô, mais uma caminhada e a chegada ao sensacional bar da mikkeller. se você gosta de boa cerveja, tente conhecer esse bar e o frequentar, quem sabe até morar nele.

hora de jantar e levar a última surra do dia. tudo impecável, do começo ao fim, mantendo um nível muito, muito alto em cardápio sazonal. entre outras coisas, incríveis mollejas de cordeiro e um tiramisù de tirar o fôlego. se eu tivesse uma noite pra jantar em londres, a passaria no brawn comendo de maneira desequilibrada. pra beber, como em quase todos lugares: vinho bom, acessível e sem palestra.

londres, cidade feita sob encomenda pra quem gosta de comer e beber bem.

londres i

hoje amanheceu com uma garoa que não se faz mais por aqui e até um princípio de frio que me fez acordar quase disposto. esse tempo possível fez com que batesse saudade danada de londres e lembrei que ainda não escrevi sobre a viagem feita pra lá em junho do ano passado. então nos próximos dias tentarei capturar algumas lembranças e aqui as compartilharei.

nasci na lapa, sou filho de feirantes e tive educação modesta, muito bem alimentada por miúdos de boi. nunca tive lá muito ânimo pra dar um rolê maior. além do apego pela vida de aldeão, sempre rolou aquela apatia que só o portador de esclerose múltipla entende.

mas dois lugares eu sempre quis conhecer. japão – pra onde ainda pretendo ir – e londres, conhecida tão tardiamente e pra onde quero voltar.

a boa impressão já começou na classe executiva da british airways, onde fui melhor tratado que na maioria dos restaurantes dito finos paulistanos. com direito a cerveja exclusiva da brew dog, bordeaux e lagostin em ponto impecável.

um aeroporto tão grande que se não fosse pela melhor amiga talitha barros, que teve a monumental paciência de me aturar por 10 dias, eu estaria lá até agora, mais perdido que falcão tentando dar uma bicicleta fora da área no são paulo do professor emerson leão em 2005.

já no caminho até a bela casa vitoriana que alugamos na zona 2 da cidade estranhei um bocado o lado errado das vias e da direção dos automóveis. nunca irei me acostumar com isso e inclusive quase fui atropelado por 7 vezes durante a viagem. mas tudo bem, até isso achei divertido.

a dona da casa deixou agrados pra nós, tais como espumante e um delicioso red velvet, de uma qualidade que até então desconhecia. mas o maior benefício da casa foi o sistema de som com wifi estéreo em todos os cômodos, até no banheiro. boa música com qualidade som manêra é ótima forma de começar o dia.

uma vez muito bem instalados, hora do primeiro rolê. na porta do metrô, uma banca de café que me remeteu bastante ao the little coffee shop, em pinheiros. espressos impecáveis tirados com maestria por um jovem grego e uma simpática moça. depois acompanhei a belíssima cena de cafeterias na cidade, mas foi aqui que não abri mão de ir nenhum dia. o verdadeiro aldeão transforma em aldeia tudo que vê e gosta em sua volta.

em londres as pessoas caminham naturalmente com a chuva batendo contra a cara, coisa que sempre gostei de fazer. mas lá ninguém me condena com os olhos.

a primeira coisa que me chamou a atenção no borough market foi uma banca com ostras de inúmeros tipos, mas a oferta de queijos também impressiona, entre outras coisas. inclusive nos arredores do mercado.

e é bem na frente que uns manos preparam um dos melhores sanduíches que já comi na vida. queijo quente da fazenda deles, ótimo pão, cebolinha e mais nada. o lugar se chama kappacasein dairy e só isso já teria valido a viagem. mas teve mais, bem mais. amanhã conto onde almocei.

cotidiano

uma das ideias aqui é a de atualizar esse blog diariamente, ainda bem que não anunciei a parada. risco médio de passar vergonha, já que não sei se serei capaz de produzir conteúdo com essa freqüência.

pra quem não sabe, tenho como companheira uma doença degenerativa de porte médio, esclerose múltipla.

embora esteja há algum tempo sem sofrer um surto mais grave, existe o convívio diário com a bichinha, que causa uma fadiga que só quem tem a mesma condição clínica entende.

além do cansaço danado tenho ficado nervoso com facilidade e tido certa dificuldade de concentração para, veja só, ler.

que porra de moral tem um cronista que não lê?

também to com bastante vontade de abrir um bar, mas talvez tenha que admitir que não tenho dinheiro e nem saúde pra isso. mais uma derrota.

então, o que fazer, enquanto a trégua não vem?

o cotidiano salva, camaradas. apesar desse ar impuro do centro paulistano que me faz tão mal.

assim que acabar esse texto beberei meu suco de laranja favorito da galáxia numa cafeteria onde o carro chefe não é lá essas coisas.

comigo, o inseparável cachorro, principal responsável para que eu não fique dias e noites sem sair do apartamento, ouvindo roger waters.

gosta do suco gelado? sem problemas. o português tem o cuidado de armazenar laranjas frescas na geladeira pra quem, como eu, prefere assim. o resultado é que bebo o suco no meu tempo, sem precisar me preocupar com gelo diluindo e tirando o sabor da bebida.

e meu tempo é cada vez mais o do aldeão. versão urbana, no caso. transformei as ruas do centro paulistano na minha aldeia e tenho cada vez menos vontade de sair daqui.

hoje talvez almoce um shawarma num amigo da são joão, ou na casa de shows na praça da sé onde ajudo a produzir umas paradas referentes a bebida e comida, área onde atuo há bom tempo.

ache a sua aldeia também.

porque viver não deve ser tão complicado.

erick

antes de ontem o renomado chef televisivo erick jacquin abriu um novo restaurante que parece bem classudo, pelo menos cobra por isso.

nível pra um bom trabalho o cozinheiro tem. já comi seu rango por algumas vezes, inclusive na saudosa la brasserie, onde passei razoavelmente bem.

por outras vezes não deu tão certo, como numa frustrada tentativa de fundir boteco brasileiro com comida francesa, intitulado como le buteque. cheguei a publicar no meu antigo blog texto sobre a desastrosa experiência e ele me respondeu na caixa de comentários dando seu celular e se oferecendo pra estagiar comigo. a fama atual não permitiria esse tipo de humor tão peculiar.

fama que espero que faça com que o chef trate bem sua equipe, para quem sabe assim aliviar pelo menos um pouco o seu notável histórico de processos trabalhistas. vida boa pode trazer também uma pitada de humanismo?

vi os preços praticados no novo restaurante de nome republicano e sinto informar que quem acusa do mesmo ser caro não domina com maestria a logística envolvida nesse tipo de operação. aluguel, louça, insumos, tributos, serviço, tudo muito caro. não é à toa que surgem restaurantes cada vez mais dinâmicos ao redor do mundo. é pra diminuir custo e poder cobrar menos. mas jacquin pertence a outra geração. e tudo bem.

a real é que uma operação desse porte demora de 3 a 6 meses pra atingir o padrão de excelência desejado e minha sugestão é que se aguarde mais um pouco pra realizar a primeira visita. até porque eles não trabalham com preços de soft open e, salvo engano, calculo que um cliente com meu perfil (jantar completo, um drink antes, uma garrafa de vinho) gaste algo em torno de mil reais num jantar. e dinheiro não dá em árvore. não sou rico, inclusive minhas contas pessoais tem se mostrado mais atrapalhada que os últimos anos de carreira do rogério ceni.

nunca entenderei essa ânsia por novidades. com tanto restaurante pronto.

por um mundo com menos fogo no rabo e mais pé no chão.

e boa sorte no novo empreendimento, erick!

vegana

dia desses provei queijo de castanha, algo do gênero. não que seja uma bosta completa, mas jamais se equivalerá a um queijo de origem animal, por exemplo.

a discussão sobre veganismo é bem vinda e necessária, e faz parte dela afirmarmos que já passou da hora do vegano aprender a comer melhor e parar de imitar o amiguinho carnívoro com produtos genéricos.

tenho dado um rolê pelos restaurantes veganos da cidade e todas visitas me mostraram muita palestra pra pouca comida. e é aí que a causa joga contra.

em um deles, cujo nome remete a nome de ração pra cachorros, a palestrinha já começa na parede, escrito algo como “alimento que cura”.

ora, bolas. se eu te contar o que me serviram lá você preferirá ficar doente comigo a se curar.

as boas comidas vegetarianas da cidade são servidas por lugares que servem de tudo. arturito, chef vivi, conceição discos. rangos feitos por profissionais da área que dominam técnicas culinárias e priorizam bons ingredientes, independente de sua origem ser animal ou não.

a real é que poucas pessoas sabem comer, e quando transpomos essa triste realidade para a tal da alimentação saudável o resultado é catastrófico, por muitas vezes com a feroz indústria de alimentos capitalizando ainda mais em cima da parada.

eu quero ver é tirar a lingüiça com salitre do prato do trabalhador. mas ninguém se importa com o que importa de fato.

preferem brindar com suas malditas coxinhas de jaca, tentando demonstrar curiosa superioridade.

outra coisa. não é porque é orgânico que é bom. e não adianta trabalhar com fermentação natural se você não domina a técnica.

como diria o velho cronista: envelheçam, jovens! envelheçam!

zumbi

o fato das coisas não terem dado assim muito certo pra mim não fez com que desistisse da vida. até porque seria muita pretensão de minha parte tal ato. se a vida não me quer mais, ela que desista de mim.

acho que ninguém fala com mais autoridade sobre suicídio que albert camus, de maneira que deixo a parte filosófica pra quem manja do riscado.

eu me limito a dizer que tal ação faria uma sujeira danada e que talvez demorasse alguns dias pra encontrar o presunto, o que por sua vez causaria odor um tanto desagradável. ninguém merece. se vivo, logo me resumo à óbvia insignificância.

entre derrotas e fracassos, o ano de 2019 foi especialmente dificil pra mim, de forma que inicio 2020 voltando a fazer uma das coisas que mais gosto. quem sabe o jogo não dá uma breve virada, antes da inevitável derrota final.

voltei a blogar, perdão pela expressão ultrapassada.

outros projetos de mídia não serão cancelados (é assim que fala agora, né?), mas é com prazer que anuncio a volta pra meia dúzia de pessoas que insiste em me acompanhar.

como hoje existe instagram, entre outras mídias modernas, a ideia é que aqui não tenha foto, que priorizemos o texto. que seja um momento de pausa e reflexão, tal como num diário.

temas gastronômicos terão preferência, mas sem priorizar novidades. dinheiro não dá no mato.

até porque, como sempre digo, não sou crítico. embora o pensamento seja crítico mesmo e disso não abro mão.

também evitarei dar endereços e até mesmo nomes de lugares, já que tantos outros fazem isso muito melhor que eu. sem contar que o google taí pra isso.

eventualmente outros assuntos podem vir à tona, dependendo da minha vontade.

inclusive textos de outros autores seguirão sendo bem vindos, como de costume.

então proponho que cheguem aqui no balcão e ergam um brinde às suas respectivas saúdes, já que a minha já era.

© 2020 Boteco do JB. All rights reserved.

Theme by Anders Norén.