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Boteco do JB

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nespresso não

a quarentena não fez com que parasse de falar com quem eu gosto, tecnologia taí pra isso.

mas não sinto falta de beijos e abraços, sempre fui muito na minha e fico meio constrangido quando vejo gente reclamando pela falta de contato físico.

os bares e restaurantes tem me feito falta não porque gosto de frequenta-los, mas sim porque iniciei a história desse blog no começo do ano e a ideia inicial era a de resenhar vários deles, para transformar em livro em 2021.

só que o mundo tal como conhecíamos já era e todos meus planos foram pro saco. inclusive tenho um livro de receitas quase pronto que em princípio seria publicado em junho e é óbvio que o lançamento foi adiado. quem é que vai querer ficar em fila de autógrafos na livraria a essa altura do campeonato? se bem que meus livros não costumam provocar grande tumulto. e tudo bem não ser sucesso de público, deixa isso pro paulo coelho. minha reserva financeira seria destinada pra lançar o título em são paulo, santos, belo horizonte, rio de janeiro, brasília, florianópolis, porto alegre, salvador, recife, fortaleza, maceió, belém do pará e pra onde mais me chamassem. a tour foi cancelada e hoje vivo desse fundo que logo acaba, já que estou sem nenhum outro trabalho.

deixar de ter restaurante para viver de assessorias (o que é diferente de consultoria) e conteúdo gastronômico foi uma catástrofe financeira, mas pelo menos hoje faço o que gosto.

uma pequena correção, por mera preguiça de editar o parágrafo anterior. explico. gosto mais de produzir conteúdo que de prestar assessoria. embora tenha aprendido e ensinado, a única coisa que não se muda num negócio é a cabeça do dono. e tudo bem com isso, afinal o dinheiro investido é dele. por isso costumo falar que o consultor é o último a passar pela porta antes do oficial de justiça, razão pela qual prefiro ser chamado de assessor. gosto de acompanhar o processo da operação por anos e anos. infelizmente nada deu muito certo como eu gostaria e hoje só pego mais um trampo desses se me identificar muito com a proposta. também pedirei um contrato com preto no branco, já que aparentemente o fio do bigode anda meio em desuso, tamanha a maneira como me fodi de cabo a rabo ao dar voto de confiança a certos sanguessugas.

tentando manter um fio de otimismo, fico na torcida para que o colapso financeiro dê real oportunidade para empreendimentos mais simples e genuínos, com planos de negócio que pensem mais em pessoas que em números. dinheiro como consequência de bom trabalho, não como meta de business plan.

eu mesmo já disse por aqui e ressalto que penso em abrir uma porta onde as derrotas cotidianas sejam de minha inteira responsabilidade. só fracassa quem não luta e eu trabalho desde bem cedo, tive meu primeiro comércio com apenas 13 anos. se esse plano for executado, talvez o lance da produção de conteúdo fique ainda mais largado, mas é preciso sobreviver.

por enquanto esse blog se mantém atualizado diariamente no ar, apesar do plano original ter ido pras picas. o canal também, na medida do possível e em velocidade de cruzeiro, já que não tenho dinheiro nem pra pagar os pacientes e talentosos colaboradores. e o novo livro – que terá ilustrações do excelente artista gráfico e grande amigo binho miranda (responsável também pelo design desse site, do anterior e da página do canal no facebook) – deve ser lançado ainda nesse ano, de alguma maneira.

patrocínios são mais que bem vindos, mas necessários. desde que não representem confronto com minha propriedade intelectual. jamais faria, por exemplo, parceria com o salame da sadia ou o tempero pronto da sazon. café de cápsula? nem pensar. e, se não rolar a grana de maneira razoável, sigo dando um jeito.

morro pobre, mas sobrevivo honrado.

e, quando essa hecatombe passar, não se incomode se eu não te abraçar. parece escrotidão, mas é só timidez.

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