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Boteco do JB

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manhãs de domingo

eu tenho um cachorro cujo apelido é demonho e sua voracidade por cabos aperitivo me deixou sem internet por 2 dias, daí o breve sumiço. zuêra acima de tudo, parece ser seu tema.

mas isso não é uma reclamação, não. cuidar dele me faz um bem danado, além da ótima companhia. especialmente nesses dias tão difíceis pra todos.

durante a quarentena perdi contratos de assessoria e é provável que faça alguns jantares pra me sustentar, quando esse período passar.

só não sei onde, já que o aluguel do tristezão tá caro pacas e não sei se a imobiliária aceitará minha proposta de renegociação.

amigos, não tenho muitos. sou o cara que muitos adoram concordar nos bastidores, mas têm pavor em se posicionar ao meu lado em público. o que só aumenta meu apreço a quem é mais próximo.

e tem a saúde também. escrevo sob o efeito de um surto de esclerose múltipla que no momento adormece boa parte do meu corpo, como se ele quisesse se desfazer da velha alma. será que nem minha carcaça me agüenta mais?

acontece que ainda não desisti da porra toda e se os adversários acham que as dificuldades me tirarão da parada, estão muito enganados.

sim, adversários. porque pra se tornar inimigo tem que entrar na fila. e, sinceramente, esse não é o foco agora.

na medida em que a pilha fraqueja é natural que se aprenda a usar com mais sabedoria o restante da energia e espero estar no nível de tal desafio.

os planos pra 2022 incluem publicações de mais livros e talvez uma porta aberta, mesmo que seja a da minha residência, independente de onde estiver morando.

já pra esse ano resta seguir lutando pela sobrevivência, o que vier a mais é lucro.

cuide-se você também.

até amanhã e, se puder, tenha um bom domingo. me desculpem pelo tom que por vezes pode soar inadequado, é que essas manhãs nubladas me comovem como um diabo.

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