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Boteco do JB

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jesus collor numa moto

nos anos 70 o fabuloso zé rodrix deu a letra da romantização do isolamento social, nos belos versos de mestre jonas, que escancarou a porteira do mundo com seu rock rural sem freio, nem documento.

nunca houve um compositor como ele, que faz uma falta danada. decerto, se vivo, nos presentearia com fórmulas infalíveis de entretenimento nesses dias tão difíceis.

ou morreria de desgosto, já que a época não está muito propícia para os artistas.

eu acho que a chave de virada para o abismo cultural em que estamos jogados hoje se deu no governo de fernando collor de melo. desde que ele recebeu cantores de estética duvidosa no palácio do planalto o mundo nunca mais foi o mesmo. a partir daí foi ladeira abaixo.

daqui do meu canto imagino só o sorriso escancarado no meio dos tortos dentes do advogado cuidador de divórcios, ao saber da live de dia dos namorados de juan santanna. se o casamento resistir a isso, pode ser sinal de amor mesmo.

toda geração tende a achar que as anteriores foram mais legais, mas essa em específico tá bem no capricho. e a quarentena também funciona no modo lupa, o que já estava perto não passa mais despercebido, te engole.

não que tivesse muita coisa boa antes, que satã me livre de velhos figurões que sempre estiveram longe do povo, com atenção voltada apenas para cirandas de dces. porém a conta da mediocrização da classe não é deles, não.

de maneira que proponho o seguinte. já que collor passou a fazer a lok do dia para a noite nas redes sociais, que pague essa dívida que tem com a sociedade.

senador, o look do dia de hoje é o seguinte:

mete o jesus numa moto nas ideia e faz umas live com uns artista que prestaê.

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