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Boteco do JB

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enchendo lingüiça

a ideia é atualizar diariamente o blog até o fim do ano, pra depois revisar os textos e quem sabe transformar num livro, algo como um pretensioso diário de um cronista.

mas e quando se acorda sem sequer uma ideia de texto?

se publicitário engraçadinho fosse, colocaria aqui uma receita enchendo lingüiça e estaria feita a piada de tiozão. ainda bem que não sou esse cara.

aliás, houve um tempo em que frequentava no grajaú um boteco com esse nome, enchendo lingüiça, cujo carro chefe era um excepcional joelho de porco assado na tv de cachorro. sentava na praça, comia bem e ainda dava o osso pra algum tomba-lata esperto que ficava feliz da vida. já vivi melhor, de maneira mais contemplativa e a meta é voltar a esse estilo de vida.

curiosamente hoje em especial o pedaço onde moro está no clima oposto ao desejado, já que na república o carnaval ainda não acabou. ruas foram fechadas, vendedores de cervejas bosta estão a postos e logo os foliões amadores chegarão fazendo muito barulho ruim. e amanhã tem mais. saudades da época em que são paulo era só o túmulo do samba. agora virou uma espécie de cemitério maldito onde os walking zombies locais arrastam correntes de corote até a madrugada.

hoje também é aniversário de uma grande amiga que comemora a data apenas em anos bissextos como esse, mas estou meio ilhado aqui. difícil sair, horroroso voltar. nem o metrô funciona direito, o que é um absurdo completo. a atual prefeitura não facilita a vida em nada, só fode.

estou escrevendo um livro de receitas e passarei o dia na cozinha testando algumas delas, é o jeito. afinal, o ser humano funciona melhor sob pressão. e depois beberei bastante até cair de exaustão na cama que fica em frente ao balcão de bar do meu quarto.

e, antes que alguém me corrija, aqui a lingüiça sempre terá trema. bom enterro dos ossos a todos.

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